Coringa: a percepção da desordem

Há pouco tempo foi promovido o lançamento do filme Coringa. O filme demonstra como se originou o personagem dos quadrinhos, e a trajetória que o fez se tornar um assassino, um intermediário do caos.

Neste filme foi apresentado o Arthur Fleck, um cidadão que tem por volta de trinta anos que reside em uma cidade de Gotham que é suja, violenta e perdida, aparentemente sem destino algum.

Preliminarmente temos um Arthur sem norte algum, que é espancado por jovens marginais e que tenta se adaptar a comunidade, pobre e sem rumo na vida.  Observamos um sujeito que anda arqueado, tem uma conduta omissa e se negligenciando do mundo.

Para o autor austríaco Viktor Frankl (1991) o homem só se torna homem e só é completamente ele quando absorvido por um sentido de vida, quando dedicado a uma tarefa, pessoa ou missão, entendendo que o sentido tem um caráter mais objetivo de exigência e está no mundo e na relação do homem com o mundo e não no sujeito.

Este empenho em se adequar é bem retratado na cena do ônibus, quando Arthur tenta ser engraçado para uma criança no assento da frente e a mãe não gosta, ele é visto como um estranho. Neste instante somos expostos a sua risada, que aqui é patológica, apresentando estresse e a ansiedade como gatilho.

É especificado durante o filme que a mãe de Arthur vem como um amparo de sentido e afetividade deste na realidade, o sentido do personagem é ficar do lado da mãe.

Fonte: encurtador.com.br/mwAWZ

Referências:

Frankl, V. E. A psicoterapia na prática. Campinas: Papirus. 1991

De Carvalho, J.M. O problema do sentido. Revista Estudos Filosóficos nº 5 /2010