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Oficina da LAPSI discute construção do problema, leitura crítica e paradigma(s) na pesquisa científica

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No dia 18 de abril, a Liga Acadêmica de Psicologia e Saúde Mental (LAPSI), por meio de seu eixo de pesquisa, realizou a oficina “Antes da resposta, a pergunta: a construção do problema de pesquisa, a leitura crítica e o paradigma do pesquisador”. A atividade foi voltada aos ligantes e a inscritos externos à liga e teve como objetivo introduzir e aprofundar aspectos fundamentais da produção científica.

A proposta da oficina partiu da compreensão de que pesquisar não se resume à busca por respostas, mas, sobretudo, à formulação de boas perguntas. Nesse sentido, foram trabalhados três eixos: a construção do problema de pesquisa, a leitura crítica e o paradigma do pesquisador.

A condução ficou a cargo da professora Dra. Hareli Fernanda Garcia Cecchin, do curso de Psicologia da Ulbra Palmas, e da professora Me. Catarina Stacciarini Seraphin, historiadora e professora da SEMED. Suas trajetórias acadêmicas articulam, respectivamente, as ciências da saúde e as ciências humanas. Essa interlocução permitiu uma abordagem integrada, contemplando diferentes perspectivas da pesquisa em Psicologia.


No primeiro eixo, discutiu-se a construção do problema de pesquisa como um processo que emerge da curiosidade e das inquietações do tempo presente. Destacou-se que a pergunta orienta toda a investigação e que, para ser consistente, o problema precisa ser específico, investigável e bem delimitado, além de dialogar com produções já existentes.

Em seguida, o eixo da leitura crítica enfatizou que nenhum texto é neutro, uma vez que todo autor está situado em um contexto histórico e social. A leitura, portanto, foi apresentada como um exercício de diálogo com o conhecimento produzido, fundamental para a formulação do problema de pesquisa.

Por fim, o debate sobre o paradigma do pesquisador evidenciou que não há neutralidade absoluta na produção científica. O olhar do pesquisador é atravessado por seu tempo, seus valores e pelas estruturas sociais, o que implica reconhecer que diferentes formas de investigar são construções históricas e não naturais.

A oficina contou ainda com atividades práticas, possibilitando aos participantes aplicar os conceitos discutidos e refletir sobre suas próprias formas de pensar a pesquisa.

A iniciativa integra um dos eixos estruturantes da LAPSI, a pesquisa, e reafirma o compromisso da liga com a promoção de atividades que articulem ensino, pesquisa e extensão.

Para o ligante Elias Rodrigues de Farias, “a oficina estimulou a compreensão da pesquisa não apenas como um conjunto de procedimentos, mas como uma forma de analisar e interpretar o mundo, fomentando a necessidade de uma postura ética, crítica e comprometida com a produção de conhecimento”.

Para a vice-diretora de Pesquisa, Alinne Azevedo Aires “foi um momento muito enriquecedor para a formação crítica dos estudantes. O objetivo da liga e da diretoria de pesquisa foi justamente contribuir para a construção de um corpo de conhecimento teórico e prático. A ideia de ser uma oficina e propor atividades práticas colabora com o entendimento de que pesquisar é um processo ativo e colaborativo. Acima de tudo, esse momento só foi possível graças às facilitadoras que apoiaram a iniciativa, sintetizaram e compartilharam suas experiências e conhecimentos”.

A Liga Acadêmica de Psicologia e Saúde Mental (LAPSI) é uma entidade acadêmica vinculada ao curso de Psicologia da ULBRA Palmas, formada por estudantes que buscam aprofundar seus conhecimentos, fomentar o debate sobre saúde mental e exercer práticas em pesquisa e extensão

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