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O TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e a saúde mental

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O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) pode ser compreendido como uma condição em que o indivíduo apresenta dificuldade de concentração e/ou níveis elevados de agitação. Trata-se de um transtorno psicológico que se inicia, em geral, na infância, possui forte influência genética e pode acompanhar o indivíduo até a vida adulta (Barkley, 2002).

De acordo com Reis e Camargo (2008), o TDAH é um transtorno de origem neurobiológica e genética, que surge ainda na infância e, na maioria dos casos, persiste ao longo da vida. Seus principais sintomas incluem desatenção, inquietação e impulsividade. O transtorno é reconhecido em diversos países, inclusive pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em algumas nações, como os Estados Unidos da América, indivíduos com TDAH são amparados por legislações específicas e recebem tratamento diferenciado.

Também conhecido como Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) — em inglês, ADD, ADHD ou AD/HD — o TDAH caracteriza-se por alterações na capacidade de manter o controle dos impulsos, além de sintomas de desatenção e inquietude (Barkley, 2002). Por sua base genética e início precoce, o transtorno é amplamente reconhecido pela OMS, o que contribui para a criação de políticas de cuidado e proteção em diferentes países.

Na maioria dos casos, o diagnóstico é realizado por meio de uma abordagem combinada, que inclui testes psicológicos, análise da história clínica, avaliação do desempenho escolar e entrevistas com pais e professores. Para profissionais, pacientes e familiares, a compreensão do TDAH pode ser comparada a um prisma com múltiplas faces, exigindo a consideração de diversos fatores para distinguir o que é característico do transtorno, o que é comportamento esperado e o que pode ser considerado patológico (Caliman, 2008).

O tratamento do TDAH costuma envolver a combinação de medicamentos e psicoterapia, estratégias que podem favorecer maior estabilidade emocional e ampliar a capacidade de atenção. Entretanto, as respostas ao tratamento não são uniformes: enquanto alguns pacientes apresentam melhora significativa, outros podem desenvolver efeitos indesejados, como aumento da excitação ou comportamentos agressivos. Por essa razão, é essencial que a dosagem seja ajustada de forma individualizada, até que se encontre o equilíbrio mais adequado para cada caso (Sukiennik, 2000).

No que diz respeito aos impactos na saúde mental, o TDAH pode acarretar desregulação emocional, baixa autoestima e maior vulnerabilidade a transtornos como ansiedade, depressão e estresse. Alterações nos neurotransmissores, especialmente na dopamina, comprometem o controle das emoções e da impulsividade, o que pode resultar em isolamento social e sensação constante de fadiga mental (Caliman, 2006). Diante disso, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico torna-se fundamental para reduzir esses prejuízos e promover melhor qualidade de vida aos indivíduos com o transtorno.

Referências bibliográficas

BARKLEY, R. A. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Porto Alegre: Artmed, 2002.

CALIMAN, Luciana Vieira. O Tdah: entre as funções, disfunções e otimização da atenção. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 13, n. 3, p. 559-566, jul./set. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/dMWSQRntTwZwHpXBTswQHhv/?format=pdf&lang=ptt Acesso em: 4 abr. 2026.

REIS, M. G. F.; CAMARGO, D. M. P. Práticas escolares e desempenho acadêmico de alunos com TDAH. Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), v. 12, n. 1, 2008, p. 89-100.

SUKIENNIK, P. B. O aluno problema: transtornos emocionais de crianças e adolescentes. 2ª ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2000.

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