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Síndrome de Burnout no Ambiente de Trabalho

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A síndrome de Burnout, ou síndrome do esgotamento profissional ou laboral, pode ser entendida como distúrbio que afeta o emocional das pessoas, devido, na maior parte, ao extremo estresse produzido no ambiente de trabalho. Os sintomas vão desde exaustão extrema, física e mental, atitudes negativas e distanciamento das atividades profissionais, pouco rendimento e autoestima que termina influenciando na saúde física e mental do trabalhador. (Brasil, 2025).

Em entrevista publicada no G1, realizada por Rone Carvalho, da BBC de Londres, no ano de 2024, entrevistou Juliana Ramos de Castro, de 41 anos, que chegou a ter uma jornada de trabalho de 16 horas por dia, fez com que desenvolvesse uma síndrome de burnout. Os primeiros sintomas surgiram em 2020:

“Na época, acreditava que o que estava sentido era crise de ansiedade e fui levando o consultório até conseguir um trabalho em uma empresa em meados de 2022”, contou Juliana.

A situação se agravou quando Juliana assumiu o cargo de gerente, com carga horária ainda mais extrema. Aos poucos os sintomas iniciais foram se intensificando, conforme relata:

“Ao mesmo tempo, eram constantes as dores no peito, tontura, crises de choro, confusão mental e isolamento social. Não havia um gatilho para acontecer, simplesmente vinha, em qualquer lugar e momento.”

Quando foi à procura de consulta médica, porque a princípio Juliana pensava que era ansiedade, veio o diagnóstico de Síndrome de Burnout, doença que tem como origem o extremo estresse adquirido no ambiente de trabalho. Além do mais, esta Síndrome causa exaustão, propensão a sentimentos negativos relacionados ao trabalho e baixa no desempenho.

“Fiquei surpresa, fui afastada pelo médico psiquiatra do trabalho por 60 dias. E quando voltei, resolvi pedir demissão e mudar de área”, conta Juliana, que hoje trabalha como analista de um escritório de advocacia, um ambiente de trabalho que ela considera “mais saudável”.

Desde o final da pandemia do coronavírus, a Síndrome de Burnout teve aumento de mais de 136%, afastando milhares de trabalhadores de suas funções. Embora muitos casos não sejam diagnosticados, atualmente estima-se que 40% dos trabalhadores em atividade sofram de burnout. Acredita-se que o Brasil esteja sofrendo, atualmente, uma epidemia de burnout e transtornos mentais relacionados ao trabalho (Carvalho, 2026).

Para tentar reduzir os casos de Burnout no ambiente de trabalho é fundamental que as empresas estabeleçam cargas horárias mais flexíveis, promovam ações que envolvam a comunicação aberta, apoio psicológico, liderança empática e reconhecimento. Com isto, o ambiente de trabalho poderá oferecer melhor qualidade de vida aos seus trabalhadores, evitando-se afastamentos, atestados médicos e licenças.

Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Síndrome de Burnout. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout Acesso em: 17 mar. 2026.
CARVALHO, Rone. O Brasil enfrenta uma epidemia de ‘burnout’? G1, ago. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2024/08/14/epidemia-de-burnout.ghtml Acesso em: 17 mar. 2026.

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