Último ano acadêmico, ansiedade, melancolia e sobrecarga

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Eu sempre imaginei como seria começar, mas não imaginei como seria o fim. Ao longo desses anos, percebo não somente meu crescimento acadêmico, mas também meu crescimento como pessoa. Quando olho minhas fotos, apesar de reconhecer visualmente a pessoa ali, não reconheço mais o meu eu, porque a pessoa que iniciou a graduação não é a mais a mesma. 

Observo que, ao estudar os pontos teóricos, muita coisa em mim mudou. No campo social, amadureci como pessoa, o que, de certa forma, é exatamente o intuito do ensino superior. Entretanto, esse amadurecimento necessitou de um sacrifício. Não conheço nenhum profissional que teve uma jornada universitária fácil e desse modo, minha jornada também não foi. 

Pensar nas amizades e redes que construí me deixa com um sentimento apertado ao pensar que, em poucos meses, nossa relação mudará. Àqueles que já se formaram, nossa relação já mudou. Para aqueles que ficarão, nossa relação mudará, assim como com aqueles que se formarão comigo. Nos últimos meses, a responsabilidade tem aumentado significativamente, devido aos estágios clínicos que necessitam, acima de tudo, respaldo técnico e ético. 

Não nego que tive medo de errar e sei que errei. Entretanto, o sentimento de errar lá fora é um pouco assustador. Além disso, a sobrecarga de funções gera sentimentos múltiplos. Atuar em estágio clínico, estágio institucional, lidar com prontuários, administrar horas complementares, supervisão e claro, demandas pessoais, exigem um certo equilíbrio mental. Além de tudo, lidamos com pessoas e relações, dessa forma, é compreensível que alguns planejamentos não acontecem como organizamos, mudanças de última hora e frustrações.  

Algumas questões da própria instituição geram desânimo. Nos últimos anos, situações específicas da instituição me desagradam e, ouvir até mesmo o desânimo dos docentes causam frustração. Durante os anos, fui e sou impactada por demandas pessoais que me atravessam e impactam meu desempenho acadêmico e de certa forma, profissional. 

Porém, também fui atravessada positivamente. Recebi reconhecimento, lições, sorrisos e gratificações que me fizeram pensar que estou no caminho certo. O sentimento de estudar e receber um bom resultado, um simples elogio de um professor e colega faz muita coisa fazer sentido. Penso que, nessa reta final, estou com os nervos à flor da pele. Esse relato, tem como objetivo apenas compartilhar meus sentimentos e, se esse texto encontrar alguém na mesma situação, saiba que não está sozinho. Apesar das dificuldades, vamos continuar positivos sobre nossa escolha.

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