A pressão estética acerca do corpo da mulher muda de forma, mas continua sugerindo corpos para que mulheres reproduzam e performem dentro da sociedade. Tal como na moda, o padrão de beleza é cíclico, há períodos em que a beleza física é reconhecida quando apresenta curvas harmônicas no corpo, outras quando apresenta músculo, porém, retorna para a mídia a magreza extrema.
Corpos magros, sem presença de músculos, aparição dos ossos exaltados, uma estética que visa o menor peso na balança e a menor reflexo no espelho possível. A busca pelo padrão ideal de corpo faz com que mulheres se esforcem e privem a si mesmas para alcançar esse ideal. Dietas restritivas, transtornos alimentares, distorção de imagem corporal, exercícios físicos excessivos, uso indiscriminado de medicamentos emagrecedores. Esses hábitos de forma excessiva e sem acompanhamento médico vulnerabilizam a mulher, tornando-a um corpo desnutrido, sem massa muscular, apresentando possíveis alterações hormonais, apresentam fragilidade fisiológica. Ao observar a fundo as consequências reais do retorno da extrema magreza, são corpos sem força para se proteger e reivindicar.
A magreza extrema não é apenas uma tendência estética, mas um mecanismo de controle simbólico social do corpo feminino em um período histórico onde mulheres estão ocupando espaço e questionando o controle masculino. Neste sentido, o padrão de beleza é atravessado por relações de poder, uma vez que, um corpo frágil é mais fácil de ser controlado. A exigência de corpos menores reforça a objetificação do corpo feminino e o condicionamento do valor pessoal à aparência física.
